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O NOVO NORMAL: tendências para o mercado de trabalho no mundo pós pandemia

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A pandemia causada pelo novo Coronavírus reforçou o conceito VUCA, nascido nos EUA e amplamente utilizado em diversos países, como acrônimo das palavras volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (em livre tradução), que revelam o contexto do mundo globalizado e pressupõem interações humanas em mudança, rumo a patamares cada vez mais líquidos.

O pano de fundo dessa discussão traz o conceito de modernidade sólida, que perdurou até 1960 e marcou relações sociais rígidas, em contraponto à modernidade líquida, tão bem decomposta por Bauman em 1990 para definir relações sociais, econômicas e produtivas mais fluidas.

Enquanto a modernidade sólida se ocupou da tradição e das relações duradouras, a modernidade líquida sobrepôs as relações econômicas às sociais, substituiu relacionamentos por conexões e flexibilizou vínculos  emocionais. Toda essa mudança culminou em um mundo muito mais complexo e ambíguo.

Como aspecto positivo da modernidade sólida destaca-se a confiança n a higidez das instituições e relações humanas. Mas no mundo do trabalho essa necessidade de segurança foi substituída pela exigência de adaptação, cada vez maior, a partir de um contínuo esforço para “pensar fora da caixa”.

A crise financeira de 2008 provou ao mundo que toda organização está sujeita a riscos imprevisíveis, e os economistas criaram a expressão “cisne negro” exatamente para as situações que escapam às projeções, mas impactam negativamente o mercado. Com a pandemia ganhando contornos jamais previstos nas melhores análises de riscos (restrições à circulação de pessoas, multa por abertura de estabelecimentos, home office como regra, insegurança, incertezas etc), aprendemos uma lição ainda mais dura: o futuro nunca mais será como era antigamente.

Pode-se afirmar, então, que a COVID19 descortinou um novo patamar de ameaças ao mundo, e embora tenhamos passado do estágio sólido ao líquido nas relações humanas, precisaremos encarar o ponto de fusão entre as duas faces da modernidade, equivocadamente consideradas antagônicas. Afinal, o hi-tech pode, e deve, dividir espaço com o hi-touch.

Nosso “novo normal” precisará apresentar soluções para questões devastadoras sobre vida das pessoas. Há indicativos de elevação nos índices de desemprego pelo irremediável desaparecimento de postos de trabalho. No agronegócio, é possível que tenhamos que enfrentar, adicionalmente, desafios ligados ao desabastecimento, ao comprometimento da segurança alimentar e a questões fitossanitárias sem precedentes.

Precisamos, então, encarar uma perspectiva totalmente desconhecida no mundo do trabalho, que demandará a reconstrução das nossas estruturas organizacionais a partir do seguinte tripé: valorização da experiência no aprendizado, investimento em ciência e foco no futuro.

O mundo não será mais o mesmo após a pandemia, e o nosso “novo normal” precisa começar a ser construído agora e concretizado por todos que sobreviverem a essa grande tragédia. Para isso, vamos precisar de muita gente. Aliás, vamos precisar de todo mundo.

Visando contribuir para o debate dessas questões e possíveis impactos sobre o mundo do trabalho e do emprego nós, do Sindicato da Indústria de Azeite e Óleos Alimentícios do Estado do Pará (Sinolpa) e da Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), apresentamos algumas projeções, a partir da experiência de profissionais de recursos humanos da cadeia produtiva do Óleo de Palma.

Isso te interessa? Confira o artigo na íntegra aqui:


Sobre os autores:

  • AIRTON REVIGLIO, Administrador de Empresa pela Fundação Amador Aguiar, MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV, diretor do SINOLPA (Sindicato da Indústria de Azeite e Óleos Alimentícios do Estado do Pará). Contato: (91) 99340.4941 e-mail: airton@denpasa.com.br
  • IÊDA ANDRADE FERNANDES ALVETTI, Advogada pela UFPA, especialista em Direito Constitucional e em Direito Ambiental, Secretária Executiva da ABRAPALMA (Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma). Contato: 91.99100.2669, iedafernandes@abrapalma.org
  • MARCELLA NOVAES, Psicóloga pela Universidade Luterana do Brasil, especialista em Gestão de Pessoas e em Psicologia Clínica, presidente do SINOLPA. Contato:91.99221-4050, marcella.novaes@agropalma.com.br

CEPAL/ONU ELEGE TRABALHO DECENTE NA PALMA DE ÓLEO MODELO DE NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

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O trabalho conduzido pela consultora Katia Garcez  para a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) foi eleito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL/ONU) como estudo de caso sobre sustentabilidade e impacto social em comunidades no Brasil.

O  Big Push da Palma de óleo na Amazônia traz importante contribuição da agenda da associação sobre “Trabalho Decente e Geração de Emprego” em uma região do país que convive com mais de 48,9% da população com renda inferior a meio salário mínimo. A partir da Carta Compromisso assinada pela Abrapalma em 2016, o Brasil recebeu um aparato coeso de princípios, ações e medidas para atingir metas robustas sobre trabalho justo e decente, envolvendo o setor produtivo e agricultores fornecedores de matéria prima, a partir da produção sustentável.

 

Confira o estudo aqui: 

 

A AMAZÔNIA INVISÍVEL

Até onde vai a perseverança frente à fatal invisibilidade?

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SOMOS DO TAMANHO DOS NOSSOS SONHOS

O ser humano é sujeito de expectativas, a partir da projeção dos seus sonhos, desejos e vontades. Essa característica, ao lado da consciência, nos diferencia no reino animal. Somos, por excelência, animais que traçam planos e objetivos.

 Para além de viver e morrer, nós desejamos, e isso dá sentido à nossa existência. Somos seres em constante busca por algo melhor, no cristianismo definido como o porvir. O problema não é sonhar, afinal, isso é imanente à condição humana, dotada de livre arbítrio. O problema é nunca poder concretizar sonhos!

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SOCIO-PRODUCTIVE ARRANGEMENTS OF SMALLHOLDER FARMERS IN THE PALM OIL SUPPLY CHAIN IN THE STATE OF PARÁ

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The present article is a development of the project “Social, Environmental and Corporate Responsibility of the Palm Oil Chain in the State of Pará”, dedicated to analyzing the various socio-productive modeling of family farmers integrated into the palm oil chain in the State of Pará, Brazil. The work translates into action criteria and indicators of the “Charter of Commitment for Valuing Decent Work in the Palm Oil Chain”, voluntarily signed by Abrapalma in 2016. The document was grounded on the parameters of the International Labor Organization (ILO) and is linked to the Sustainable Development Goal 8 (SDG) defined by the United Nations (UN) – to promote sustained, inclusive and sustainable growth, full and productive employment and decent work for all. The methodology uses bibliographic survey, case studies, and compiles field visits and training courses. With this initiative, Abrapalma intends to contribute to strengthen the inclusion of smallholder farmers into new markets and stimulate collective actions.

Here: