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ABRAPALMA REQUER AMPLIAÇÃO DO PRONAF

ABRAPALMA REQUER AMPLIAÇÃO DO PRONAF

Brasília, 06.08.2019

 

De acordo com dados apresentados hoje, em Brasília, pelo Coordenador de Financiamento da Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura (Mapa), os agricultores ligados ao cultivo da seringa dispõem de linha de crédito no valor de R$165 mil, enquanto os que estão integrados à cadeia da palma de óleo possuem acesso a meros R$88 mil.

Para Roberto Yokoyama, que preside a Câmara Setorial da Palma de Óleo (CSPO), esse descompasso é causado pelo desconhecimento das peculiaridades da cadeia produtiva, pois as linhas de crédito oficiais limitam o custeio ao terceiro ano de plantio, enquanto na prática a necessidade de investimento perdura até o sexto ano. Antes disso, ele destacou, não é possível obter produtividade pois são produzidos apenas frutos pequenos, com baixo teor de óleo (em torno de 8%).

Essa é uma pauta prioritária para a Abrapalma, dentro dos desdobramentos da agenda de valorização do trabalho decente e apoio a arranjos socioprodutivos na cadeia da palma de óleo da Amazônia Brasileira.

Como encaminhamento, a Abrapalma ficou encarregada de formular uma Nota Técnica e reenviar ao Ministério a planilha de revisão de cálculos.

 

SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL

SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL

Brasília, 06.08.2019

 

 

 

De acordo com dados apresentados hoje, em Brasília, pelo Coordenador de Financiamento da Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura (Mapa), os agricultores ligados ao cultivo da seringa dispõem de linha de crédito no valor de R$165 mil, enquanto os que estão integrados à cadeia da palma de óleo possuem acesso a meros R$88 mil.

 

Para Roberto Yokoyama, que preside a Câmara Setorial da Palma de Óleo (CSPO), esse descompasso é causado pelo desconhecimento das peculiaridades da cadeia produtiva, pois as linhas de crédito oficiais limitam o custeio ao terceiro ano de plantio, enquanto na prática a necessidade de investimento perdura até o sexto ano. Antes disso, ele destacou, não é possível obter produtividade pois são produzidos apenas frutos pequenos, com baixo teor de óleo (em torno de 8%).

 

Essa é uma pauta prioritária para a Abrapalma, dentro dos desdobramentos da agenda de valorização do trabalho decente e apoio a arranjos socioprodutivos na cadeia da palma de óleo da Amazônia Brasileira.

 

Como encaminhamento, a Abrapalma ficou encarregada de formular uma Nota Técnica e reenviar ao Ministério a planilha de revisão de cálculos.

 

AGRICULTORES FAMILIARES CONQUISTAM ACESSO A SELO

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VALORIZAÇÃO DO TRABALHO DECENTE NA PALMA DE ÓLEO: quando o desdobramento de uma carta-compromisso diz mais que seu próprio texto

Belém, 01.08.2019.

 

Muito mais que um projeto, a Carta-Compromisso de Valorização do Trabalho Decente na Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, assinada pela Abrapalma em 2016, tem mudado as condições de trabalho e vida nos 23 Municípios paraenses onde grandes empresas do setor atuam.

Os desdobramentos do compromisso assumido há três anos no auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região têm revelado verdadeiras estratégias de sobrevivência para muitos.

Uma das ações resultantes da consultoria realizada pela Dra. Kátia Garcez para a Abrapalma é que a partir de agora os agricultores familiares integrados às empresas que extraem e refinam óleo de palma na Amazônia brasileira poderão habilitar-se ao Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf), do Ministério da Agricultura.

O selo possui relevância por identificar a produção e permitir o rastreamento de produtos oriundos. Com isso, promove o fortalecimento dos pequenos produtores junto ao mercado consumidor.

Cada produto terá um número de série e um QR Code para rastreio de origem. Roberto Yokoyama, que preside a Abrapalma, acredita que a novidade dará destaque a diversos itens produzidos pelos agricultores integrados, tais como mandioca, feijão e frutas.
“É chegado o tempo da inovação para os tradicionais modelos de negócio da agricultura familiar na Amazonia”, destaca Yokoyama.

OBJETIVOS DA CARTA-COMPROMISSO:
• Valorizar o trabalho decente;
• Incentivar o protagonismo de agricultores;
• Qualificar para novas tecnologias;
• Incentivar o associativismo e o cooperativismo;
• Estimular a obtenção de selos da agricultura familiar;
• Promover a inclusão de jovens, mulheres e pessoas com deficiência;
• Apoiar a regularização ambiental de pequenas propriedades;
• Capacitar para a gestão eficiente da propriedade.

abrapalma@abrapalma.org

Quando tudo aquilo que sonhamos começa a virar realidade

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Para Ovídio Brito, que preside a Denpasa, “O sonho de quem cultiva o híbrido de palma de óleo sempre foi vencer o Amarelecimento Fatal e obter alta produtividade sem recorrer à polinização assistida. Para realizar o que parecia impossível dedicamos quase três décadas em pesquisa”.

Na última sexta-feira (19) a empresa reuniu seleto grupo de 40 profissionais ligados aos associados Abrapalma para apresentar alternativas à polinização assistida. São elas:

Mescla de 10% de Caiaué nos plantios para atrair o inseto Gracidius hybridus; Clonagem de plantas na proporção de 3/4 africano com 1/4 americano; e Desenvolvimento de um novo híbrido que dispensa polinização

Para plantios de híbridos já estabelecidos a equipe conduziu experimento em um hectare, distribuindo em três pontos pré-estabelecidos inflorescência masculina em antese do Caiaué três vezes por semana, durante um ano. O resultado obtido comprova a eficiência de polinização do Gracidius hybridus e, baseada no experimento, a Denpasa está fazendo em seu plantio comercial a mescla de Caiaués na proporção de 10%, ou seja, em 1 hectare são introduzidas 14 plantas de Caiaué.

Para assegurar maior número de inflorescência masculina por hectare a equipe também está fazendo a dobra do número de plantas de Caiaué, e no lugar de plantar uma, colocar duas com distância de 4 metros uma da outra, fazendo a mescla de 28 plantas. Até o momento, em seis meses de experimento, já foram colhidos 1.289 cachos que pesaram 13.255 toneladas, com abortamento de apenas 31 cachos (2,35%), taxa considerada baixa.

Em 1999 foram introduzidos na Denpasa clones de 3/4, oriundos do Cirad (organismo francês de pesquisa agronômica e cooperação internacional) que após 20 anos permanecem imunes ao AF. Isso indicou à empresa que o cruzamento das espécies africana e americana seria alternativa para o AF. Então, a equipe chefiada pelo Engenheiro Agrônomo Roberto Yokoyama decidiu usar os híbridos selecionados para produção como plantas genitoras, fazendo o cruzamento com Duras e Psíferas sobreviventes ao AF. Para tanto, foram realizados 29 cruzamentos que resultaram em 3.200 novas plantas. Desse total, 120 plantas foram selecionadas e, no refinamento da seleção, caíram para 80. O programa de clonagem da Denpasa estará baseado em apenas 40 plantas consideradas superiores e aptas a formar o jardim clonal.

Quanto ao híbrido com pólen viável, a equipe cruzou matrizes de Caiaué selecionadas no seu Campo de Genitores em Manicoré (AM) com Teneras selecionados. Os cruzamentos ocuparam dois hectares e resultaram em três híbridos. “As plantas estão com três anos de idade e estão com muitos frutos, sem apresentar cachos com androgenia. Produzem bastante pólen de alto vigor e são polinizadas pelo Gracidius hybridus de forma muito eficiente. Para garantir a eficácia dos cruzamentos é prudente acompanhar pelo menos até o sexto ano de produção”, assegura Yokoyama.

Belém, 22 de julho de 2019.

Confira: 

DIA DE CAMPO DENPASA

Alternativas à polinização assistidaPalmeira-AutorAgropalma

A cultivar de palma de óleo obtida pelo cruzamento interespecífico entre as espécies africana e americana apresenta alta capacidade produtiva, com taxa de extração em 20% e produção média/ano de 25 a 30 toneladas de cachos. A espécie híbrida resultante também é resistente ao Amarelecimento Fatal (AF) e tem manejo simplificado para colheita.

Até então, a única desvantagem da espécie era a dependência da polinização assistida. Esse tema tem sido pesquisado pela Denpasa há mais de duas décadas. Com o dia de campo realizado hoje a empresa finalmente apresenta ao mercado mais de uma solução. Fique ligado e acompanhe com a Abrapalma.