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o BIG PUSH da palma de óleo na Amazônia Brasileira

O BIG PUSH DA PALMA DE ÓLEO NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: TRABALHO DECENTE COMO MODELO DE NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

Autoria: Kátia Fernanda Garcez Monteiro

O objetivo do artigo é analisar a produção de óleo de palma no estado do Pará, Brasil, à luz da concepção sobre a agenda positiva do trabalho decente e através do “Big Push para a Sustentabilidade” desenvolvida pela CEPAL. Considerada como o óleo vegetal mais consumido no mundo atualmente, o óleo de Palma, se configura como uma importante fonte de emprego e renda na Amazônia Paraense. Entre as prerrogativas positivas nesta estudo de caso, estão: a) a integração entre uma agroindústria e agricultura familiar; b) criação de linha de financiamento e crédito para a cadeia da palma de óleo; c) criação de um aparato jurídico e técnico científico para a gestão ambiental da atividade produtiva; d) coordenação de espaços de diálogos institucionais favoráveis para a geração de negócios sustentáveis; e) geração de emprego e renda; f) redução da pobreza e promoção do trabalho produtivo e decente; g) alinhamento com a agenda 2030 global da ONU.

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O estudo de caso faz parte do Repositório de casos sobre o Big Push para a Sustentabilidade no Brasil, desenvolvido pelo Escritório no Brasil da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas. Os direitos autorais pertencem à CEPAL, Nações Unidas. A autorização para reproduzir ou traduzir total ou parcialmente esta obra deve ser solicitada à CEPAL, Divisão de Publicações e Serviços Web: publicaciones.cepal@un.org. Os Estados-Membros das Nações Unidas e suas instituições governamentais podem reproduzir esta obra sem autorização prévia. Solicita-se apenas que mencionem a fonte e informem à CEPAL tal reprodução.

 

Acesse o PDF: 

CEPAL/ONU ELEGE TRABALHO DECENTE NA PALMA DE ÓLEO MODELO DE NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

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O trabalho conduzido pela consultora Katia Garcez  para a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) foi eleito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL/ONU) como estudo de caso sobre sustentabilidade e impacto social em comunidades no Brasil.

O  Big Push da Palma de óleo na Amazônia traz importante contribuição da agenda da associação sobre “Trabalho Decente e Geração de Emprego” em uma região do país que convive com mais de 48,9% da população com renda inferior a meio salário mínimo. A partir da Carta Compromisso assinada pela Abrapalma em 2016, o Brasil recebeu um aparato coeso de princípios, ações e medidas para atingir metas robustas sobre trabalho justo e decente, envolvendo o setor produtivo e agricultores fornecedores de matéria prima, a partir da produção sustentável.

 

Confira o estudo aqui: 

 

RESPONSABILIDADE SOCIAL

“Sem o poder público nós pulamos no poço achando que tem água dentro dele, mas quebramos o pescoço e morremos”, afirmou Antonio de Carvalho Souza, agricultor familiar integrado à cadeia da palma de óleo no Brasil.

Durante o Talking de Responsabilidade Socioambiental na Palma de Óleo ele cobrou apoio do poder público, em especial dos Municípios. Confira o vídeo aqui: https://www.facebook.com/abrapalma.org.1/videos/563486871075872/

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a palma de óleo mobiliza elos da cadeia produtiva

Belém, 25.10.2019

Aconteceu hoje (25), no Laboratório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Belém, importante reunião com participação de pesquisadores, agentes da ONU, setor financeiro, pequenos e grandes produtores de óleo de palma, sindicato e associações. O objetivo da Abrapalma, que liderou a iniciativa, foi alinhar o entendimento de partes importantes sobre a dimensão e extensão da responsabilidade do setor produtivo para com seus fornecedores, parceiros e compradores.

Roberto Yokoyama, que preside a associação brasileira, deu as boas vindas com uma mensagem de otimismo. “Temos tudo para fazer diferente, para fazer melhor e indicar ao mundo um caminho mais sustentável para a produção de óleo de palma”, afirmou.

Na ocasião, a Abrapalma exibiu seu mais novo vídeo institucional, que trouxe uma mensagem de esperança quanto à capacidade do setor colaborar positivamente para a redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) pela produção de biocombustível. Para Roberto, “o futuro da palma é promissor!”.

Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa dedicado ao tema, enfatizou a gravidade das “Fake News” agrícolas. São notícias que geram desinformação, por exemplo, sobre o faturamento dos pequenos produtores e dos agricultores familiares.

“Parece reinar entre nós alguns mitos que precisam ser desconstruídos. Estamos em franco processo de “despecuarização” para “agriculturização” na Amazônia brasileira, movimento presente em praticamente todos os Estados da região. E a quem interessa disseminar informações falsas ou truncadas para tumultuar essa ruptura de paradigma?!”, questionou o pesquisador.

Ele chamou a atenção para a necessidade de se fazer dois embates em regime de urgência, sendo um no campo técnico e outro no campo político. “A academia e os setores privado e público precisam dar as mãos para superar antigos mitos, e mostrar ao mundo que é possível aliar desenvolvimento à sustentabilidade”, ressaltou.

Inquieto e instigador, também lançou alguns questionamentos: “Quando faremos a transição florestal? A Dinamarca, por exemplo, esperou ultrapassar 90% de áreas desmatadas para pensar em recomposição. E no Brasil, quando faremos a transição florestal?”. Para Homma, lamentavelmente, a Amazônia ainda vai arder por mais umas duas décadas. Quem sobreviver, verá!”, finalizou, e apontou a necessidade de investimentos robustos em pesquisa, ciência e tecnologia como alternativa capaz de preservar a floresta e garantir o desenvolvimento da região.

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