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RETROSPECTO E PROJEÇÕES da palma de óleo no Brasil 2018 – 2019

O óleo de palma está em tudo, na pizza, no sorvete, na margarina, no cosmético e no detergente. É o óleo vegetal mais versátil e sua demanda tem aumentado de modo impressionante nas últimas décadas. Atualmente, representa 1/3 da produção global de óleos vegetais, com perspectiva de incremento.

Como uma commodity, ou seja, um produto de origem agropecuária produzido em escala mundial e com características homogêneas, os preços são determinados pela oferta e procura internacionais. Considerando que Malásia e Indonésia dominam 85% da produção mundial e que o bloco Nigéria, Tailândia, Colômbia, Equador e Papua Nova Guiné representa 6,6% da produção, o saldo de 8,4% cabe a 36 países, incluindo o Brasil.

Muito se fala em modelos antigos de implantação de grandes projetos mundo à fora. Então, sempre vem a tona a extinção de espécies e a substituição de florestas nativas. Entretanto, olhar para o passado sem a compreensão do presente equivale a fechar os olhos para o futuro. Para compreender o presente algumas premissas são essenciais: a) gorduras são fontes de energia e cumprem diversas funções no corpo humano; b) não é possível alimentar o mundo sem produzir gorduras vegetais em larga escala; c) a palma produz até 10 vezes mais do que outras oleaginosas; d) diversas culturas necessitam de áreas 9 vezes superiores ao que é necessário para a palma; e) a cultura da palma reduz a pobreza, evita o êxodo rural e estimula pequenos arranjos produtivos; f) a palma realiza o sequestro de carbono e contribui para mitigar efeitos das mudanças climáticas; g) a palma é fonte de energia renovável com grande desempenho ambiental.
Então, olhando para essas premissas, e tendo em mira um futuro que garanta a um só tempo segurança alimentar e sustentabilidade, cabe-nos perguntar: “Existe apenas um único caminho a ser seguido, o do passado, ou é possível deixar bandeiras ideológicas a meio mastro (veja, não falamos em abandoná-las) para encontrar alternativas que garantam a alimentação da população mundial e contribua para mitigar os efeitos das mudanças climáticas?”.

SIM, é possível mudar. O mundo depende dos óleos vegetais e as pessoas necessitam dessa fonte vital de energia para continuar vivas. SIM, o emprego do óleo de palma como biocombustível já é uma realidade. SIM, banir o óleo de palma aumentaria a produção de outras culturas para atender a demanda mundial, e isso poderia causar mais impacto sobre a biodiversidade, com mais demanda por terra, em cultura de ciclos curtos.

E SIM, O BRASIL PODE FAZER A DIFERENÇA. Acreditamos que as salvaguardas socioambientais exigidas pela legislação brasileira, as rígidas exigências da certificação RSPO, e a nossa obrigatoriedade de utilizar áreas já degradas podem fazer do Brasil um caso de sucesso para o óleo de palma no mundo. É nesse futuro que acreditamos e é nele que estamos trabalhando para que o mundo seja melhor amanhã. Melhor para você, para nós, melhor para as futuras gerações!

Confira o Relatório das atividades da Abrapalma em 2018:

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Diagnóstico da Produção Sustentável da Palma de Óleo.

Com o título “Diagnóstico da Produção Sustentável da Palma de Óleo”, a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) disponibiliza em sua página web a versão online de um levantamento inédito do Ministério da Agricultura (Mapa) sobre o óleo de palma produzido em território nacional.

O documento é fruto de uma construção coletiva dos membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Palma de Óleo, formada por representantes do setor produtivo, da sociedade civil organizada e do governo federal.

Ao longo das quase 60 páginas do documento, o grupo traça um panorama do óleo de palma no Brasil e no mundo, com informações sobre o surgimento da cultura e dados da produção. Também aborda os produtos e coprodutos obtidos da extração do óleo de palma e traz importantes considerações sobre a questão socioambiental, incluindo temas como agricultura familiar, programa de capacitação, Zoneamento Agroecológico e ciclo de vida da planta. O documento também trata do comércio internacional, da certificação RSPO e de pesquisa, ciência e tecnologia no contexto da palma.

Acesse a publicação em:

YIELD GAPS IN OIL PALM: A QUANTITATIVE REVIEW OF CONTRIBUTING FACTORS

YIELD GAPS IN OIL PALM: A QUANTITATIVE REVIEW OF CONTRIBUTING FACTORS

Lotte S. Woittieza,∗, Mark T. van Wijkb, Maja Slingerlanda, Meine van Noordwijka,c,
Ken E. Giller

 

a b s t r a c t
Oil palm, currently the world’s main vegetable oil crop, is characterised by a large productivity and a long life span (≥25 years). Peak oil yields of 12 t ha−1 yr−1 have been achieved in small plantations, and maximum theoretical yields as calculated with simulation models are 18.5 t oil ha−1 yr−1, yet average productivity worldwide has stagnated around 3 t oil ha−1 yr−1. Considering the threat of expansion into valuable rainforests, it is important that the factors underlying these existing yield gaps are understood and, where feasible, addressed. In this review, we present an overview of the available data on yielddetermining, yield-limiting, and yield-reducing factors in oil palm; the effects of these factors on yield, as measured in case studies or calculated using computer models; and the underlying plant-physiological mechanisms. We distinguish four production levels: the potential, water-limited, nutrient-limited, and the actual yield. The potential yield over a plantation lifetime is determined by incoming photosynthetically active radiation (PAR), temperature, atmospheric CO2 concentration and planting material, assuming optimum plantation establishment, planting density (120–150 palms per hectares), canopy management (30–60 leaves depending on palm age), pollination, and harvesting. Water-limited yields in environments with water deficits >400 mm year−1 can be less than one-third of the potential yield, depending on additional factors such as temperature, wind speed, soil texture, and soil depth. Nutrientlimited yields of less than 50% of the potential yield have been recorded when nitrogen or potassium were not applied. Actual yields are influenced by yield-reducing factors such as unsuitable ground vegetation,
pests, and diseases, and may be close to zero in case of severe infestations. Smallholders face particular constraints such as the use of counterfeit seed and insufficient fertiliser application. Closing yield gaps in existing plantations could increase global production by 15–20 Mt oil yr−1, which would limit the drive for further area expansion at a global scale. To increase yields in existing and future plantations in a sustainable way, all production factors mentioned need to be understood and addressed.
© 2016 The Authors. Published by Elsevier B.V. This is an open access article under the CC BY license (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

 

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Fertilidade do solo, nutrição e desenvolvimento vegetativo da Palma de Óleo consorciada com outras culturas alimentares.

Informamos que o estudo “Fertilidade do solo, nutrição e desenvolvimento vegetativo da palma de óleo consorciada com culturas alimentares” está disponível no repositório Infoteca, da Embrapa.
Link de acesso:

Anel-Vermelho da Palma de Óleo

O manejo integrado de pragas (MIP), técnica fitossanitária sustentável
preconizada para esta cultura, demanda domínio tecnológico de
seus três pilares: monitoramento, prevenção e controle. No caso do
anel-vermelho, existe grande demanda na cadeia produtiva sobre
informações técnicas que permitam a realização da diagnose, pois esta
doença apresenta sintomatologia variada. Para proceder ao manejo
correto de qualquer doença, é imprescindível conhecê-la e reconhecê-
-la no campo. Além disso, são restritas as publicações nacionais
sobre prevenção e controle do anel-vermelho e do seu inseto-vetor.
Assim, este documento traz vários quadros de sintomas da doença em
plantas de palma de óleo com o objetivo de subsidiar o fitossanitarista
no reconhecimento do anel-vermelho. Neste material também são
apresentadas as técnicas recomendadas de prevenção e controle do
anel-vermelho e de R. palmarum.
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Adriano Venturieri
Chefe-Geral da Embrapa Amazônia Oriental

 

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Cultivo Intercalar de Culturas Alimentares com Palma de Óleo na Fase Pré-Produtiva

Embrapa, por meio das experiências conduzidas pelas Unidades sediadas no Pará, Amazonas e Roraima, apresenta uma Nota Técnica objetivando responder à pergunta: “É possível intercalar
palma de óleo com culturas alimentares?”.
Adriano Venturieri
Chefe-Geral da Embrapa Amazônia Oriental

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Artigo: Níveis críticos e faixas de suficiência de nutrientes derivados de métodos de avaliação do estado nutricional da palma-de-óleo

Níveis críticos e faixas de suficiência de nutrientes derivados de métodos de avaliação do estado nutricional da palma-de-óleo – Gilson Sergio Bastos de Matos, Antonio Rodrigues Fernandes e Paulo Guilherme Salvador Wadt

O objetivo deste trabalho foi determinar níveis críticos e faixas de suficiência de nutrientes para a palma-de-óleo (Elaeis spp.), a partir de métodos de avaliação do estado nutricional das plantas. Utilizaram-se os métodos chance matemática (ChM), sistema integrado de diagnose e recomendação (DRIS) e diagnose da composição nutricional (CND), além da avaliação do nível crítico obtido pela distribuição normal reduzida (DNR) em dados de produtividade e do teor de nutrientes de 144 amostras foliares de plantios no Pará. As regressões dos índices DRIS e CND com os teores foliares foram todas significativas, e o menor coeficiente de determinação foi encontrado para N. Os intervalos das faixas de suficiência obtidos com os métodos ChM, DRIS e CND nos talhões nutricionalmente equilibrados foram, em geral, mais estreitos do que os reportados na literatura, com poucos diagnósticos concordantes, sobretudo para K. Os níveis críticos obtidos pela DNR situaram-se dentro do intervalo das faixas nutricionais obtidas com os outros métodos. Os métodos ChM, DRIS, CND e DNR são adequados para a obtenção de valores de referência nutricionais e indicaram N, Ca, S, Mn e Zn como os nutrientes com maior frequência de deficiência nos talhões de palma-de-óleo avaliados.

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Tese: DIAGNOSE NUTRICIONAL DA PALMA DE ÓLEO NA AMAZÔNIA ORIENTAL

RESUMO
Os métodos de diagnóstico foliar permitem detectar desequilíbrios, auxiliar a recomendação de adubação, bem como a obtenção de faixas normais de nutrientes para as culturas, mediante dados de talhões comerciais, ou seja, sem a necessidade de experimentos tradicionais. O objetivo foi avaliar métodos de diagnose e o estado nutricional da palma de óleo (Elaeis guineensis Jacq.) perfazendo os seguintes capítulos: 1) Determinar o sistema integrado de diagnose e Recomendação (DRIS) por meio de seis formas diferentes de cálculo, dois modos de escolhas das relações binárias dos nutrientes (método F de Letzsch e método R de Nick) combinados a três métodos de cálculo das funções nutricionais (de Beaufils, de Jones e de Elwali e Gascho); 2) Verificar a abrangência de normas DRIS gerais e específicas para dois materiais genéticos de palma de óleo (africana e seu híbrido interespecífico) e duas faixas de idade, palmeiras jovens e adultas; 3) Calcular as faixas de suficiência dos nutrientes a partir do método DRIS, composição da diagnose nutricional (CND) e da chance matemática (ChM), bem como o nível crítico pela distribuição normal reduzida (DNR). Para tanto foram utilizadas informações de 33 talhões comerciais na Amazônia oriental, coletadas no período de 2011 a 2014, contendo a produtividade e resultados de 144 amostras foliares com os teores de N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Fe, Mn e Zn. Os índices de Balanço Nutricionais (IBN) das seis formas de cálculo DRIS apresentaram diagnósticos eficientes e similares conforme indicou a análise de componentes principais, o teste do qui-quadrado e o percentual de concordância entre os métodos. Quando específicas para o tipo de material genético as normas DRIS não diferem das gerais, por outro lado, normas produzidas para diferentes faixas etárias geram diagnósticos discrepantes conforme o potencial de resposta à adubação e a maior precisão encontradas paras as regressões entre o IBN e a produtividade. Os intervalos das faixas nutricionais ChM, DRIS e CND foram em geral mais curtos e apresentaram poucos diagnósticos concordantes com os das recomendações oficiais. Os níveis críticos obtidos pelo DNR situaram-se dentro do intervalo de todas as faixas nutricionais avaliadas. Os métodos testados são promissores na avaliação do estado nutricional da palma de óleo e discriminaram o N, Ca e os micronutrientes, com destaque para o B, com mais casos de deficiência nos talhões, coincidindo com os nutrientes muito exportados pelas colheitas e, ou, comumente muito pouco supridos via fertilização do solo com essa cultura.