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Avaliação do desempenho econômico e do potencial de geração de renda da estrutura produtiva de pequena escala de dendezeiro híbrido interespecífico na mesorregião metropolitana de Belém, Pará

Autoria: SANTOS, J. C. dosHOMMA, A. K. O.SENA, A. L. dos S.MENEZES, A. J. E. A. de

Resumo: O dendezeiro híbrido interespecífico é um material genético alternativo ao dendezeiro africano tipo tenera, para áreas onde ocorre o mal denominado amarelecimento fatal, existindo na mesorregião Metropolitana de Belém um conjunto de pequenos produtores que possuem cerca de 1.100 ha da cultura em fase de produção, mas com baixo nível de emprego de tecnologias e de produtividade. O objetivo deste estudo foi determinar o custo de produção, a rentabilidade e a geração de renda do sistema produtivo e estimar o impacto socioeconômico de uma política de incentivo para o aumento da produtividade. Os resultados demonstraram que o sistema produtivo atualmente tem bom potencial de desempenho econômico e que os impactos socioeconômicos da política de incentivo da proposta foram de considerável volume em termos de geração de empregos e renda, com boa distribuição entre produtores e trabalhadores. A estrutura de custo de produção revelou que a polinização assistida representa um grande desafio para a pesquisa e para os produtores, na melhoria da eficiência econômica da produção

Ano de publicação: 2017

Tipo de publicação: Separatas

O NOVO NORMAL: tendências para o mercado de trabalho no mundo pós pandemia

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A pandemia causada pelo novo Coronavírus reforçou o conceito VUCA, nascido nos EUA e amplamente utilizado em diversos países, como acrônimo das palavras volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (em livre tradução), que revelam o contexto do mundo globalizado e pressupõem interações humanas em mudança, rumo a patamares cada vez mais líquidos.

O pano de fundo dessa discussão traz o conceito de modernidade sólida, que perdurou até 1960 e marcou relações sociais rígidas, em contraponto à modernidade líquida, tão bem decomposta por Bauman em 1990 para definir relações sociais, econômicas e produtivas mais fluidas.

Enquanto a modernidade sólida se ocupou da tradição e das relações duradouras, a modernidade líquida sobrepôs as relações econômicas às sociais, substituiu relacionamentos por conexões e flexibilizou vínculos  emocionais. Toda essa mudança culminou em um mundo muito mais complexo e ambíguo.

Como aspecto positivo da modernidade sólida destaca-se a confiança n a higidez das instituições e relações humanas. Mas no mundo do trabalho essa necessidade de segurança foi substituída pela exigência de adaptação, cada vez maior, a partir de um contínuo esforço para “pensar fora da caixa”.

A crise financeira de 2008 provou ao mundo que toda organização está sujeita a riscos imprevisíveis, e os economistas criaram a expressão “cisne negro” exatamente para as situações que escapam às projeções, mas impactam negativamente o mercado. Com a pandemia ganhando contornos jamais previstos nas melhores análises de riscos (restrições à circulação de pessoas, multa por abertura de estabelecimentos, home office como regra, insegurança, incertezas etc), aprendemos uma lição ainda mais dura: o futuro nunca mais será como era antigamente.

Pode-se afirmar, então, que a COVID19 descortinou um novo patamar de ameaças ao mundo, e embora tenhamos passado do estágio sólido ao líquido nas relações humanas, precisaremos encarar o ponto de fusão entre as duas faces da modernidade, equivocadamente consideradas antagônicas. Afinal, o hi-tech pode, e deve, dividir espaço com o hi-touch.

Nosso “novo normal” precisará apresentar soluções para questões devastadoras sobre vida das pessoas. Há indicativos de elevação nos índices de desemprego pelo irremediável desaparecimento de postos de trabalho. No agronegócio, é possível que tenhamos que enfrentar, adicionalmente, desafios ligados ao desabastecimento, ao comprometimento da segurança alimentar e a questões fitossanitárias sem precedentes.

Precisamos, então, encarar uma perspectiva totalmente desconhecida no mundo do trabalho, que demandará a reconstrução das nossas estruturas organizacionais a partir do seguinte tripé: valorização da experiência no aprendizado, investimento em ciência e foco no futuro.

O mundo não será mais o mesmo após a pandemia, e o nosso “novo normal” precisa começar a ser construído agora e concretizado por todos que sobreviverem a essa grande tragédia. Para isso, vamos precisar de muita gente. Aliás, vamos precisar de todo mundo.

Visando contribuir para o debate dessas questões e possíveis impactos sobre o mundo do trabalho e do emprego nós, do Sindicato da Indústria de Azeite e Óleos Alimentícios do Estado do Pará (Sinolpa) e da Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), apresentamos algumas projeções, a partir da experiência de profissionais de recursos humanos da cadeia produtiva do Óleo de Palma.

Isso te interessa? Confira o artigo na íntegra aqui:


Sobre os autores:

  • AIRTON REVIGLIO, Administrador de Empresa pela Fundação Amador Aguiar, MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV, diretor do SINOLPA (Sindicato da Indústria de Azeite e Óleos Alimentícios do Estado do Pará). Contato: (91) 99340.4941 e-mail: airton@denpasa.com.br
  • IÊDA ANDRADE FERNANDES ALVETTI, Advogada pela UFPA, especialista em Direito Constitucional e em Direito Ambiental, Secretária Executiva da ABRAPALMA (Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma). Contato: 91.99100.2669, iedafernandes@abrapalma.org
  • MARCELLA NOVAES, Psicóloga pela Universidade Luterana do Brasil, especialista em Gestão de Pessoas e em Psicologia Clínica, presidente do SINOLPA. Contato:91.99221-4050, marcella.novaes@agropalma.com.br

DENPASA É A MELHOR DE 2019

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Nem todo sonho vira realidade mas toda realidade vem de um sonho

Para Ovídio Brito, presidente da DENPASA, “O sonho de quem cultiva palma de óleo é vencer o Amarelecimento Fatal. Para realizar o que parecia impossível investimos três décadas em pesquisa e apresentamos três alternativas”.

 

Para entender a pesquisa

  • Mescla de 10% de Caiaueś nos plantios para atrair o inseto Gracidius hybridus

Nos plantios de híbrido a equipe conduziu experimento em 1ha por um ano, distribuindo inflorescências masculinas do Caiaué em antese em 3 pontos, 3 vezes por semana. Os resultados comprovaram a eficiência do Gracidius hybridus na polinização e a empresa já começou a mescla de 10% de Caiaués em seu plantio comercial. Para garantir inflorescência masculina o número de Caiaués foi dobrado. Em vez de plantar 1, plantaram 2 a cada 4m, e em 6 meses 1.289 cachos já foram colhidos (13.255ton), com abortamento em apenas 31 cachos (2,35%).

 

  • Clonagem de plantas na proporção de 3/4 africano com 1/4 americano

Há 20 anos a Denpasa recebeu do Cirad clones de 3/4, que continuam imunes ao AF. Isso indicou a vitória sobre o AF e a equipe liderada pelo Engenheiro Agrônomo Roberto Yokoyama fez 29 cruzamentos que resultaram em 3.200 novas plantas, reduzidas a 40 plantas consideradas superiores para formar o jardim clonal.

 

  • Desenvolvimento de híbrido que dispensa polinização

A empresa produziu 3 híbridos, a partir do cruzamento de Caiaué com Tenera, que estão com 3 anos e, com muitos frutos, não apresentam androgenia e produzem pólen que atrai o Gracidius.

 

Com essa robusta pesquisa sobre uma anomalia estudada por décadas, a DENPASA foi eleita o destaque no segmento em que atua pelo Jornal Diário do Pará, durante a 5ª edição do Agropará, realizado em Belém dia 4 de dezembro de 2019.

CEPAL/ONU ELEGE TRABALHO DECENTE NA PALMA DE ÓLEO MODELO DE NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

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O trabalho conduzido pela consultora Katia Garcez  para a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) foi eleito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL/ONU) como estudo de caso sobre sustentabilidade e impacto social em comunidades no Brasil.

O  Big Push da Palma de óleo na Amazônia traz importante contribuição da agenda da associação sobre “Trabalho Decente e Geração de Emprego” em uma região do país que convive com mais de 48,9% da população com renda inferior a meio salário mínimo. A partir da Carta Compromisso assinada pela Abrapalma em 2016, o Brasil recebeu um aparato coeso de princípios, ações e medidas para atingir metas robustas sobre trabalho justo e decente, envolvendo o setor produtivo e agricultores fornecedores de matéria prima, a partir da produção sustentável.

 

Confira o estudo aqui: